Cultura inútil: O teorema Katherine - capa

"Colin sempre preferiu banhos de imersão; uma das regras fundamentais em sua vida era nunca fazer em pé qualquer coisa que pudesse realizar, com a mesma facilidade, deitado."


  Queridos leitores, eu sei que existem várias coisas para se falar sobre os livros de Green, mas eu vou falar sobre elas na série que estou preparando sobre ele, então decidi que vou falar, depois das resenhas dos seus livros, sobre algo específico do mesmo. No caso de hoje é sobre a capa que, no primeiro momento, parece só mais uma daquelas que são feitas para embelezar o livro. Uma junção aleatória de desenhos fofos.
  Mas além da fofura da capa, os desenhos têm, de fato, a função de prevenir o leitor sobre a personalidade do protagonista e, também, sobre o teor da estória.
  Começando pela lâmpada... O Colin é um prodígio que desenvolve a "brilhante" noção, incentivado pelo pai e pelo tutor, de que ser um prodígio não adianta. Ele também tem que ser um gênio.
  E a verdade é que, quando pensamos em representar a genialidade de alguém por meio de um desenho abstrato, a primeira coisa que pensamos é uma lâmpada.
  Já o diagrama de Venn, que são os dois círculos interligados, pode ter dois significados: a) ou são os gênios e as pessoas normais, com os prodígios (que não são nem uma coisa nem outra) os ligando; b) ou são os extremos terminantes e terminados, com a pequena porcentagem de pessoas que transitam entre esses dois tipos de pessoas.
  O distintivo com o número 65 representa a viagem de carro que Colin e Hassan fazem para que o fracasso com a décima nona Katherine seja superado.
  O coração, obviamente, tem a função de nos lembrar que apesar de toda matemática, o livro continua sendo um romance e falando, apesar da visão de Colin sobre a vida, sobre amor.
  A banheira é apenas mais um item da personalidade de Colin, que adora longos banhos de banheira, como já diz a legenda que eu escolhi para hoje.
  E, obviamente, o gráfico ilustra a ideia do livro e do título, e os próprios relacionamentos de Colin com as suas musas Katherines.
  Por fim quero mencionar um detalhe que eu esqueci da última vez que falei sobre a capa desse livro, lá no "Garota da página ao lado"...
  Existe um número um ao lado do nome do autor e, logo a baixo do nome dele, o mesmo número se repete, sendo completado pela informação "autor de A culpa é das estrelas".
  Esse número é a marcação de uma nota de rodapé, fazendo alusão a todas as notas que o livro traz.
  Fofa essa capa, não?
  Por hoje é isso. Prometo que logo eu trago a série sobre as repetições literárias de Green.
  Com amor, Mallú.

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