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Estante vazia

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"Era como se alma houvesse alçado voo de um corpo ainda vivo." - "As irmãs Romanov"


Nota inicial: esse texto está bem grande, mas vale a pena ser lido, caso você seja um(a) leitora(a) habitual aqui do blog.
  Queridos leitores, essa frase inicial está fixa na barra lateral do blog há séculos e eu quis repeti-la aqui porque, neste momento, é isso que eu sou. Eu sou um corpo sem alma. Eu estou largada em um limbo emocional que oscila entre corpo e espírito, e nenhum dos dois está me preenchendo de verdade.
  Na verdade, eu nem sei como começar esse texto...
  O meu emocional está em frangalhos, eu estou vagando agoniada em uma lago de excrementos sentimentais e o pior de tudo é que eu estou me afogando.
  Como eu não sei o que dizer, vou digitar até que eu ache que consegui me abrir o suficiente. E olha que isso já é muito. Eu não sou tão fácil de me abrir, apesar de parecer que a minha vida é um livro aberto.
  Bom, eu estava trabalhando, incansavelmente, em textos …

Texto pessoal: Pomar

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Empilho as ideias, como palavras borradas em um livro molhado. O som do vilão que não para, o tic tac do relógio.
  Estou sentada na rua, de frente para a vida. Olho as trilhas invisíveis que as rodas deixam.
  Carros que passam e transpassam, em harmonia, em sintonia.
  A corda do instrumento que continua, infinita, a balançar no braço. A corda dos alpinistas do meu pensamento que vencem montes todos os dias.
  A neve que gira e serpenteia...
  Estou em um pomar de solidão, curtindo a agonia dos dias, enevoada e reclusa.
  Sou uma gota de orvalho que se pendura, feliz, a divertir-se. Sou a gota que cai e vira chuva.
  O corpo de células que não se cansa e as mensagens que trocam atrás da porta não param.
  Sou o pomar inteiro, forrado de frutas podres, fedendo. Sou tudo que o fruto mata. Sou a vida que o fruto flui.
  O riacho na beira da porta, a cachoeira da guia pintada de branco.
  A alma que sobe e flutua, inerte, em relevância.
  A transparência da manga e o balançar do pé q…

Texto pessoal: Shakeaspeare...

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Mata; sufoca; grita; aniquila.
  É silêncio, e vem das asas de pássaros em revoada.
  Choraminga... Escuta o grito, escuta.
  As mãos sobem em agarram, em silêncio, o vazio. Como as barras de um trem estilhaçado.
  Chora, criança. Chora!
  Eis aqui o sufoco original, a agonia, a tempestade. Vem de raios e de trovões.
  É carga que rebola no cargueiro, amassada, puída. Uma mala enorme, cheia de sentimentos ocos e tristes, que se enroscam em seus próprios fios.
  Eis as marionetes de Shakespeare. Todas em dramas pessoais, todas amarradas e sufocadas, todas doídas e cegas, em disparada.
  Incendeia. Queima vivo. Cega... atropela.
  Eu vejo todas aquelas aquarelas em vermelho derretendo, vejo e sinto. Sinto as cores todas, intensas, a se agarrar em si mesmas, em vão, aos prantos.
  A água que lava, que desce dos céus, é gasolina da explosão. Pois vem, margem de ressentimento, frios, vazios, silenciosos.
  Eis o que resta: não vê, não ouve, não chora.
  Olhos tapados não sentem nada, nã…

Texto pessoal: Florescendo

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"Há mais estrelas por aí do que as que já têm nome. E todas são lindas." - "Em algum lugar nas estrelas"



  Queridos leitores, eu tinha pensado em tantas legendas para esse post que até me atrasei em escrever algo. E isso quer dizer que eu fiquei prolongando a decisão de escrever algo aqui sobre isso, porque é muito complicado quando criamos uma expectativa e aí ela morre...
  Esse é o problema com as expectativas, não?
  Bom, vamos logo focar nas notícias ruins, porque tirar um band aid é sempre mais fácil se for puxado de uma vez só...
  É notável que eu dei uma repaginada no blog... Repaginada essa, que demorou muito, mas que valeu muito a pena. Essa ideia de branco com azul é super fofa e é a minha cara. Sem contar que eu sou apaixonada por essa palheta de cores que tem tons mais claros, puxando para o pastel, e que transmitem suavidade. Mas aí vocês me perguntam porque eu mudei a aparência, sendo que eu tinha acabado de fazer isso.
  Bom, eu fiz isso porque um…

Texto pessoal: Página em branco

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"Pessoas se despedaçam tão facilmente, sonhos e corações também." - "Coisas frágeis", de Neil Gaiman


  Queridos leitores, estou passando aqui no blog para lhes desejar um feliz ano novo! Quero mesmo que o 2019 de vocês seja cheio de luz, amor e prosperidade, sem todas aquelas coisas de estar ou não usando cor tal.
  Eu quero que vocês vivenciem a magia de um ano cheio de novas oportunidades e com a mente plena, sábia e completamente ciente de que somos nós mesmos que fazemos a nossa sorte e o nosso caminho. Conquistas são feitas de batalhas e esperança, de perseverar.
  Quero lhes desejar um ano cheio de paz de espírito, de fé em si mesmos e de paciência. Quero que se lembrem de seguir em frente, mesmo que o atrás seja mais tentador.
  Sei que isso tudo, vindo de mim, pode soar desesperançado, afinal, o que eu, uma depressiva não reabilitada, tenho a dizer sobre tentar mais?
  Eu tenho que dizer que tentar é a única coisa que nos resta. A vida ainda está aqui, ain…

Ressaca literária

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Queridos leitores, eu comentei por aqui que confundiram o meu blog com um blog de filmes, por alguma razão que eu desconheço completamente.
  No primeiro momento eu fiquei extremamente ofendida e revoltada, mas aí eu meu dei conta que ele também pode ser um blog sobre filmes, mesmo falando sobre livros. Primeiro porque eu sou a dona e sou eu quem decide o que vai ter e o que não vai; e segundo porque eu adoro filmes mesmo.
  Digo, eu odeio ir ao cinema, mas eu amo assistir filmes. Eu adoro "Jurassic Park" e "Back to the future" e "Star Wars" e "Ace Ventura", bem ao estilo "Sessão da Tarde" mesmo, mas eu amo muito mais os filmes que são comédias românticas ou romances, então eu pensei: "Vou falar sobre eles lá no blog. Por que não?"
  O nome da página vai ser "Ressaca literária" e vai ter várias resenhas de filmes românticos porque eu sou um clichê mesmo e nem ligo.
  Ah, e esse post não tem nenhum trecho de filme…

Texto pessoal: Desconstrução

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"Quando o destino fecha uma porta, poderíamos abrir um livro." - "Para onde vai o amor", Carpinejar


  Queridos leitores, eu estou surgindo assim, fora do meu horário normal de publicação porque eu estava pensando na abordagem do blog...
  Digo, eu adorei o que eu tinha feito e gosto um pouco dessa aparência que eu acabei de adotar aqui, mas na verdade eu ando tendo umas ideias bem loucas de coisas que eu queria muito fazer no blog. Tenho tido umas ideias de personalização e de abordagem novas, que ainda não sei como vou aplicar ao meu conteúdo, e por isso eu vim dar um recado...
  Lembram que no último post eu disse que pretendia voltar lá para março/abril? Então, eu acho que esse é um prazo que eu dei que não condiz com a minha produção no momento, então eu decidi que eu preciso de mais tempo.
  Como eu preciso de tempo para me organizar, porque o conteúdo - apesar de continuar sendo o mesmo, vai sofrer muitas alterações estéticas - não está pronto para o projeto…